sábado, 23 de abril de 2016

MICRO-GERAÇÃO DE ENERGIA

No final de 2012 a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou a resolução normativa 482/2012 sobre micro-geração de energia. Esta normativa descreve como deverá ser relacionamento entre cliente e concessionária de energia no que tange a micro-geração de energia elétrica.
A resolução autoriza qualquer pessoa a tornar-se um produtor de energia elétrica através de fontes alternativas de energia, seja energia solar ou energia eólica. No entanto, a energia solar ou fotovoltaica como também é conhecida tem predominado no perfil de consumidor residencial.
Com a nova resolução os consumidores poderão gerar energia e injetar essa energia na rede da concessionária, sendo que os kWh gerados serão abatidos na fatura de energia do consumidor.
Como funciona: O cliente precisa instalar um sistema de micro-geração de energia em seu imóvel. O sistema é composto basicamente por placas solares, um inversor de frequência e um medidor de energia específico que registra tanto a energia consumida pelo cliente, como também a energia gerada pelas placas solares.
Com a instalação deste sistema, é possível o cliente gerar energia equivalente à que consumiu, porém, isto não significa que sua conta de energia elétrica irá reduzir a zero. Isto em função dos encargos fiscais e taxa de iluminação pública que ainda virão na fatura. A tendência é o governo incentivar cada vez mais a utilização da micro-geração e por isso provavelmente no futuro possa haver isenção de impostos para quem invista em fontes alternativas de energia.
Caso o cliente não utilize a energia gerada já no mês seguinte, o mesmo poderá acumular créditos para serem usados em um prazo máximo de 36 meses. Outra vantagem é que o cliente poderá utilizar os créditos em qualquer unidade consumidora que possua o mesmo CPF como titular.
Outro ponto que pesa um pouco ainda é o valor para a instalação de um sistema de micro-geração, que custa a partir de R$ 16.000,00 dependendo da potência a ser instalada. A tendência é que o consumidor obtenha o retorno do investimento em torno de 8 a 10 anos.
Embora seja uma opção recente para o consumidor, já podemos afirmar que é uma tendência que nos próximos anos irá se difundir em todo o país. E com o aumento da procura pelo sistema de micro-geração certamente os custos dos equipamentos irão baixar tornando-se mais acessível ao consumidor final. A oferta por energia elétrica está cada vez mais escassa tornando a modalidade de micro-geração uma alternativa viável e um recurso importante para a matriz energética brasileira.
De qualquer maneira, pensando em economia futura e principalmente pensando no meio ambiente é uma boa alternativa.

domingo, 21 de dezembro de 2014

BANDEIRAS TARIFÁRIAS

A partir de 2015, as contas de energia terão uma novidade: o Sistema de Bandeiras Tarifárias.  As bandeiras verde, amarela e vermelha indicarão se a energia custará mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade.

O sistema possui três bandeiras: verde, amarela e vermelha – as mesmas cores dos semáforos - e indicam o seguinte:
  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. A tarifa sobre acréscimo de R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos.

Importante: Amazonas, Amapá e Roraima não estão no SIN e, portanto, nesses estados não funcionará o sistema de Bandeiras Tarifárias.

Consulte as perguntas e respostas abaixo e tire suas dúvidas sobre as bandeiras e como são calculadas.

Por que foram criadas as bandeiras tarifárias?
A energia elétrica no Brasil é gerada predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios. Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser ligadas com a finalidade de poupar água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel. Por outro lado, quando há muita água armazenada, as térmicas não precisam ser ligadas e o custo de geração é menor.

As bandeiras tarifárias são mais um custo que será incluído à conta de energia?
As bandeiras tarifárias são uma forma diferente de apresentar um custo que hoje já está na conta de energia, mas geralmente passa despercebido. Atualmente, os custos com compra de energia pelas distribuidoras são incluídos no cálculo de reajuste das tarifas dessas distribuidoras e são repassados aos consumidores um ano depois de ocorridos, quando a tarifa reajustada passa a valer. Com as bandeiras, haverá a sinalização mensal do custo de geração da energia elétrica que será cobrada do consumidor, com acréscimo das bandeiras amarela e vermelha. Essa sinalização dá, ao consumidor, a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.

Como foram calculados os custos de cada bandeira?
A aplicação das bandeiras é realizada conforme os valores do Custo Marginal de Operação (CMO) e do Encargo de Serviço de Sistema por Segurança Energética (ESS_SE) de cada subsistema.

O Custo Marginal de Operação (CMO) equivale ao preço de unidade de energia produzida para atender a um acréscimo de demanda de carga no sistema, uma elevação deste custo indica que a geração de energia elétrica está mais custosa. Um CMO elevado pode indicar níveis baixos de armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas e condições hidrometeorológicas desfavoráveis, isto é, poucas chuvas nas bacias dos rios. O CMO também é impactado pela previsão de consumo de energia, de forma que um aumento de consumo, em decorrência, por exemplo, de um aumento da temperatura, poderá elevar o CMO. Quando isso acontece, as usinas termelétricas entram em operação para compensar a falta de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas ou o aumento de consumo e, assim, preservar a capacidade de geração de energia dessas hidrelétricas nos meses seguintes.

Já os Encargos de Serviço do Sistema (ESS) são aqueles decorrentes da manutenção da confiabilidade e da estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Os custos de ESS por segurança energética advêm da solicitação de despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para realizar geração fora da ordem de mérito de custo, ou seja, despachar geração mais custosa (térmicas), visando garantir a futura segurança do suprimento energético nacional.

Juntos, o CMO e o ESS_SE determinam a bandeira a ser adotada em cada mês, por subsistema:
  • Bandeira verde: CMO + ESS_SE menor que R$ 200,00/MWh (duzentos reais por megawatt-hora);
  • Bandeira amarela: CMO + ESS_SE igual ou superior a R$ 200,00/MWh e inferior a R$ 350,00/MWh;
  • Bandeira vermelha: CMO + ESS_SE igual ou superior a R$ 350,00/MWh.
Uma vez por mês, o ONS calcula o CMO nas reuniões do Programa Mensal de Operação (PMO) - quando também é decidido se haverá ou não a operação das usinas termelétricas e o custo associado a essa geração. Após cada reunião, com base nas informações do ONS, a ANEEL aciona a bandeira tarifária vigente no mês seguinte.

Eficiência energética: como economizar?
Com a aplicação das bandeiras tarifárias, o consumidor tem a oportunidade de gerenciar melhor o seu consumo de energia elétrica e reduzir o valor da conta de luz. O avanço da tecnologia permite usar menos energia para atender a uma mesma necessidade. Ou seja, obter o mesmo conforto ou os mesmos serviços com uma quantidade menor de recursos energéticos.

Utilizar a energia elétrica de forma consciente e racional é muito importante para o consumidor de energia elétrica e para a sociedade. Além de economizar na conta de luz, o uso eficiente de energia elétrica ajuda a evitar sua escassez. As ações de combate ao desperdício ajudam a evitar um aumento do preço final da energia elétrica.

Fonte: Aneel

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Uso obrigatório de DPS

A norma ABNT 5410/2004, em seu item 5.4.2.1 estabelece que todas as edificações dentro do território brasileiro, que forem alimentadas total ou parcialmente por linha aérea, e se situarem onde há a ocorrência de trovoadas em mais de 25 dias por ano, devem ser providas de DPS (Dispositivo Protetor de Surto).
Desta forma, quanto as condições climáticas, todas as edificações se enquadram nas condições determinadas acima e devem dispor de DPS.

domingo, 7 de dezembro de 2014

INSTALAÇÃO DE AR CONDICIONADO

Atualmente os aparelhos de ar condicionados se tornaram populares, no entanto, antes de instalar o equipamento é importante prestar atenção nas condições das instalações elétricas. Instalações elétricas muito antigas podem não suportar a potência do aparelho.
Primeiramente é necessário verificar a potência do aparelho de ar condicionado a ser instalado. Após deve-se verificar a bitola do fio da tomada à qual será ligado o aparelho, bem como, a capacidade do disjuntor que fará a proteção do circuito.
Em ambientes residenciais normalmente a instalação de um ar condicionado não faz diferença na carga total da edificação. Porém, se forem instalados vários equipamentos, aí é importante consultar um profissional técnico para fazer o correto dimensionamento das instalações.
Uma observação importante sobre a instalação de ar condicionados refere-se aos edifícios de uso coletivos. Projetos de prédios antigos não consideravam ar condicionados para todos os ambientes dos apartamentos. No máximo eram considerados ar condicionados em um dos cômodos. No entanto, com a popularização dos aparelhos, é comum as pessoas quererem instalá-los em seus apartamentos. Aí surge o problema! Como instalar ar condicionados em um prédio com 100 apartamentos, por exemplo? Será que a fiação da entrada de energia suporta a instalação de um número grande de aparelhos? Como os moradores querem um melhor conforto e o síndico não pode se comprometer autorizando algo sem saber da real condição do prédio, então, surge a necessidade de contratar um profissional técnico para a elaboração de um projeto do condomínio prevendo a ampliação da carga instalada do mesmo. Também deverá ser verificada as condições da fiação existente e seus disjuntores.
Uma dica importante para a instalação de ar condicionado é considerar que a bitola mínima da fiação para tomadas é 2,5mm2, conforme a norma NBR 5410.

sábado, 13 de setembro de 2014

TIPOS DE DISJUNTORES E SUAS NORMAS

No link abaixo está uma palestra da Siemens sobre disjuntores. É uma palestra bem completa e interessante sobre as normas, tipos de atuações e curvas B, C e D:

http://www.inmetro.gov.br/painelsetorial/palestras/Palestra03.pdf

sábado, 14 de junho de 2014

20 DICAS SIMPLES PARA ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA

O Brasil vive um bom momento econômico atualmente. As indústrias produzem em ritmo acelerado, os empregos crescem e o consumo das famílias aumentou. Isso requer também um grande gasto de energia elétrica, que pode gerar um apagão. Com pequenas dicas de mudanças no dia a dia, podemos poupar eletricidade e ajudar o planeta.

Dicas Economizar Energia Eletrica 20 Dicas Simples para Economizar Energia Elétrica

Dentro de casa

  • Troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Estas duram mais e utilizam menor quantidade de energia;
Lampadas Incandescentes 20 Dicas Simples para Economizar Energia Elétrica
  • Não deixe a luz acesa em cômodos desnecessariamente;
  • Pinte as paredes internas e os tetos da casa com cores claras. Elas refletem e espalham a luz para todo o ambiente;
  • Aproveite ao máximo a luz do dia deixando cortinas e portas abertas. Em caso de mesas de 
  • trabalho e de leitura, coloque-as próximas às janelas;
  • Deixe os globos e lustres transparentes sempre limpos para aproveitar ao máximo a potência das lâmpadas;
  • No caso dos aparelhos de ar-condicionado, mantenha os filtros sempre bem higienizados;
  • Use o termostato do ar-condicionado para regular a temperatura e evitar a sobrecarga do aparelho
  • Máquina de lavar roupa e ferro de passar consomem bastante energia. Portanto, tente usá-los quando houver bastante roupa acumulada para realizar o trabalho de uma única vez;
  • Em dias secos, ao invés de usar umidificadores eletrônicos, coloque um pano úmido pendurado no recinto e uma bacia com água;
  • Evite deixar aparelhos eletrônicos em stand-by. Apesar de desligados, esse modo pode representar um gasto mensal de até 12%;
  • Evite colocar o fogão e a geladeira próximos um do outro. Eles podem interferir no consumo de energia;
  • Mantenha a borracha de vedação da geladeira sempre em bom estado;
  • Regule a temperatura da geladeira no inverno, ajustando o termostato para evitar desperdício de consumo, e não forre as prateleiras para não exigir esforço redobrado do eletrodoméstico;
  • Quando viajar, desligue a chave geral da casa para não gastar energia com coisas desnecessárias.

Fora de casa

  • Experimente instalar um sistema solar de aquecimento de água para abastecer toda a casa.
Energia Solar Telhado 20 Dicas Simples para Economizar Energia Elétrica
  • Utilize fotocélulas – aparelhos que detectam a presença de movimento – em ambientes externos para que as luzes acendam somente à noite.

No trabalho

  • Dê preferência a aparelhos que consumam menor quantidade de energia, como notebooks, computadores, impressoras e copiadoras;
  • No final do expediente, tire os aparelhos da tomada;
  • Desligue o monitor do computador ou coloque a máquina em modo de economia de energia, quando não estiver no ambiente;
  • Use papéis usados para rascunho;
Fonte: Blog Atitudes Sustentáveis.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Homem é preso por roubar dez centavos de eletricidade para abastecer carro


Norte Americano foi preso por recarregar seu carro elétrico por 20 minutos em tomada da escola de seu filho

         Se você pega algo de alguém sem o consentimento da pessoa, isso é roubo. Foi essa a lógica que a polícia de Atlanta seguiu para prender Kaveh Kamooneh, que roubou cerca de cinco centavos de dólar em eletricidade quando deixou o seu carro elétrico Leaf recarregando em uma tomada da hamblee Middle School, escola em que seu filho estuda.
     Na ocasião, ao retornar para seu carro, Kamooneh foi abordado por um policial que o avisou que recarregar seu carro nas dependências da escola era roubo. Logo depois, foi registrado um boletim de ocorrência. Depois de onze dias, mesmo sem questionar os responsáveis pela escola se eles desejavam prestar queixas, a polícia de Atlanta chegou à casa de Kamooneh para prendê-lo. O homem permaneceu preso por 15 horas antes de tudo ser resolvido.
    Embora realmente seja roubo pegar algo de alguém sem o seu consentimento, esse caso é mais um exemplo da falta de bom senso, como lembrou o próprio Kamooneh em entrevista ao canal norte-americano NBC.
     “Eu não acredito que tudo o que é tomado sem consentimento é roubo. Caso alguém tome água de uma torneira, por exemplo, isso não é roubo. Eu disse para o policial que havia acabado de ver alguém tomando água da escola, mas ele não demonstrou nenhum interesse em investigar isso”, explicou o acusado.
Fonte: GEEK

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Brasil começa a explorar energia limpa das ondas


     Já existe uma nova forma de produzir energia elétrica proveniente de fontes limpas e a primeira grande experiência brasileira está acontecendo nesse mês: tirar energia das ondas do mar. Localizada no Porto de Pecém, no Ceará, a primeira usina para esse tipo de produção está em desenvolvimento e será lançada na Conferência rio+20. O potencial brasileiro é considerado altamente favorável: afinal, são 8 mil quilômetros de extensão de litoral. Território que seria capaz de receber usinas de ondas capazes de produzir 87 GW.

Como funciona
     Os dois braços mecânicos já estão instalados no píer de Pecém e na ponta de cada um deles há, em contato com a água, uma bóia circular que sobe e desce de acordo com o movimento das ondas. É esse movimento contínuo das bóias flutuadoras que aciona bombas hidráulicas e faz com que a água no interior de um circuito fechado circule em ambiente de alta pressão. ”Fazendo uma analogia com uma usina hidrelétrica, em vez de termos uma queda d’água, temos isso de forma concentrada em dispositivos relativamente pequenos, onde a pressão simula cascatas extremas de 200 a 400 metros” — explica Segen Estefen, professor de engenharia da Coppe, que desenvolveu a tecnologia.
     Depois disso o que ocorre é que a água sob pressão vai para um acumulador, que, de acordo com o professor, é o pulmão do dispositivo porque é composto por água e ar comprimido em uma câmara hiperbárica e depois é transformado em energia elétrica. Ou seja, mais uma opção de produção de energia renovável, que usa de forma adequada a força das ondas, sem poluir o meio ambiente.
    O Ceará foi escolhido para esta grande experiência porque tem os chamados ventos alísios, resultado do movimento de rotação da Terra. O que garante que tenhamos ondas regulares no mar brasileiro na maior parte do ano: “Nossas ondas batem de forma constante em mais do que 70% do ano”, afirma Estefen. O projeto é financiado pela Tractebel Energia por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica, com o apoio do governo do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste

sábado, 5 de outubro de 2013

O USO DE BENJAMIN (T) PODE CAUSAR CURTO-CIRCUITO



O uso de Benjamin pode causar curto-circuito
    O Benjamin, popularmente conhecido como T, é largamente utilizado em tomadas de casas ou comércios. Porém, pode trazer alguns riscos e situações que podem causar alguns problemas indesejáveis como um curto-circuito ou uma sobrecarga na instalação elétrica.  
O ideal é nunca usar os benjamins (T) em situações permanentes. Além disso, é necessário que seja feita uma revisão na instalação elétrica por um eletricista habilitado para avaliar se o fio da instalação suporta a potência que está sendo imposta àquele circuito elétrico.
Para evitar acidentes, antes de usar o seu benjamin (T) verifique se ele não apresenta nenhum desgaste, deterioração, folgas ou escorrimento de qualquer material constituinte. 
Veja algumas dicas para se prevenir contra um acidente:
- Introduza-o em locais onde haja ventilação permanente;
- Não o deixe perto de aparelhos que esquentam muito, pois ele pode derreter com o calor excessivo ou contínuo;
- Se estiver molhado, não chegue perto de aparelhos elétricos, você pode levar um choque;
- Deixe crianças longe de benjamins (T) e tomadas;
- Seque bem as mãos antes de ligar uma tomada ou benjamim (T) e nunca desligue um aparelho puxando pelo fio.
Fonte: HM News

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

MEDIÇÃO DE ENERGIA CENTRALIZADA

























A evolução tecnológica em medição de energia vem substituindo a tecnologia eletromecânica, usada há mais de 100 anos, pela eletrônica, mais flexível e com preços competitivos.
A medição eletrônica centralizada caracteriza-se pela instalação de um único equipamento de medição em algum ponto de rede que atende vários consumidores. Quando este ponto se localiza externamente aos limites da edificação, o sistema é não invasivo.
Uma aplicação desta tecnologia é a medição centralizada para edifícios. Devido à concentração de medidores, esse sistema moderniza tanto o processo de medição, como os procedimentos de leitura e faturamento, sendo assim mais vantajosa que qualquer outra solução individual de medição.
No caso especifico de prédios comerciais ou instalações onde a medição é distribuída pelos andares, o sistema permite a leitura dos medidores eletrônicos em um único ponto central. Esse ponto de leitura pode ficar no local mais adequado à segurança e facilidade de acesso.
As características construtivas do sistema impossibilitam as fraudes e permitem a comparação entre a energia total fornecida aos apartamentos e o somatório dos consumos apurados para cada apartamento. Além disso, permite ganhos substanciais em termos de construção civil, diminuindo consideravelmente o espaço hoje ocupado pela medição convencional.

Fonte: Cepel

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ENERGIA RENOVÁVEL

Opção por energia renovável também trouxe problemas à Alemanha

Considerada modelo devido à sua preocupação ambiental, Alemanha enfrenta hoje consequências da opção por energia renovável. Embora a produção seja alta, faltam redes de distribuição e locais para armazenar energia.
O sucesso às vezes pode se transformar em problema. Assim aconteceu com a questão energética na Alemanha. Até o ano de 2050, 80% do abastecimento do país deverá se dar através de energias renováveis. A decisão foi impulsionada pela catástrofe nuclear na japonesa Fukushima, em 2011. Naquele momento, os partidos no governo resolveram modificar sua política energética, decidindo-se pelo abandono completo da energia nuclear.
Desde então há um consenso entre os partidos políticos do país e também uma decisão do Parlamento a respeito: o mais tardar em 2022, não será mais produzida energia atômica na Alemanha. Para abastecer a demanda interna, a energia deverá vir do vento e de instalações fotovoltaicas, substituindo cada vez mais o carvão e o gás, nocivos ao ambiente.
A Alemanha já começou cedo, no ano 2000, a usar energias renováveis e incentivar sua produção. A Lei das Energias Renováveis garante desde então incentivos para os produtores de energias eólica, solar e de outras formas não nocivas ao meio ambiente – não importando se o produtor é uma grande empresa ou pessoa física. Isso gerou um verdadeiro boom de produção de energias renováveis. Em 13 anos, o percentual de energia produzida no país com fontes renováveis aumentou de 6% para 25%.
Altos preços da energia elétrica
O incentivo financeiro para a produção de energias renováveis não é pago pelo Estado, mas por cada cidadão através de sua conta mensal de energia. Para o consumidor alemão, o preço da energia aumentou consideravelmente nos últimos anos. Uma situação que gera, inclusive, discussões na campanha eleitoral.
Os grandes problemas hoje são a falta de redes de transporte da energia para o interior do país e de locais onde esta energia possa ser armazenada. De que adianta inaugurar enormes campos off shore no litoral norte, se não há como transportar esta energia até o consumidor, questionam-se os alemães. Por outro lado, os benefícios do governo às grandes consumidoras de energia provoca críticas.
Mobilidade e calefação: relegados a segundo plano
A mudança da política energética diz respeito também à emissão de poluentes, seja no trânsito ou na calefação doméstica. A euforia inicial sobre o uso de biodiesel parece ter passado, devido às críticas de que não se deve ampliar as áreas para plantar matérias-primas em detrimento da produção de alimentos.
Também o boom dos carros elétricos dos anos 2009 e 2010 parece ter sido fogo de palha. A meta de ter em circulação um milhão de veículos elétricos até 2020 por enquanto é inalcançável. O problema é a falta de tecnologia para garantir que estes veículos rodem mais de 100 quilômetros sem recarregar as baterias.
Fonte: DW.DE

sábado, 24 de agosto de 2013

CURIOSIDADES SOBRE RAIOS


A seguir algumas curiosidade sobre raios:


Ø  "Sabe-se o estrago que um raio causa. Ele chega a ter uma corrente elétrica da ordem de 500 mil ampéres. Como exemplo numa cidade que tenha tensão de 110 volts e ligamos uma lâmpada de potência 100 watts teremos nestas condições, uma corrente elétrica de aproximadamente 1 ampére passando pela resistência da mesma.

Ø  A corrente elétrica (do raio) gera uma temperatura cinco vezes maior que a temperatura no centro do sol que é de aproximadamente de 4 mil graus celsius. 

Ø  A duração desta temperatura é de meio milissegundo. 

Ø  Esta energia na verdade não é muito grande. Se ela fosse armazenada, seria suficiente para alimentar um forno elétrico comum por apenas 1 (um) minuto, mas concentrada em meio milissegundo, seu efeito é fulminante.

Ø  Se entre o espaço da nuvem/terra houvesse vácuo, estes grandes potenciais acelerariam os elétrons e íons a uma velocidade suficiente para desmanchar os núcleos de átomos, o que provocaria explosões nucleares.

Ø  A velocidade de um raio é de aproximadamente um (01) bilhão de cm/s, ocorrendo em meio milissegundo. 

Ø  Aproximadamente 3,15 bilhões de raios golpeiam a terra por ano e em torno de 100 milhões atingem o Brasil.

Ø  Na Flórida em março de 1993 ocorreu cerca de 5.000 raios por hora durante um dia inteiro.

Ø  Os raios positivos são mais destrutivos, são capazes de iniciar um incêndio, o que não ocorre com os raios negativos que raramente provocam este tipo de estrago. Isto ocorre porque o raio positivo dura em torno de 200 milésimos de segundo enquanto os negativos a metade deste tempo. Outro motivo é que o raio positivo carrega em torno de 400 ampéres de energia (energia suficiente para alimentar 20 fornos elétricos domésticos) enquanto o negativo carrega a metade.

Ø  Roy Sullivam, guarda florestal no estado americano de Virginia foi atingido 7 vezes por raio. A primeira vez em 1943, perdeu a unha de um dedão do pé. Em 1969, 1970, 1972 e 1973 escapou com queimaduras leves. Em 1976 feriu o tornozelo e em 1977 ficou com o peito e a barriga queimados. Apesar de tudo, suicidou-se em 1983.

Ø  Numa chuva forte que caia durante duas horas, dissipa-se mais energia mecânica e elétrica que a contida na bomba atômica sobre Hiroshima na II guerra mundial. 

Ø  Calcula-se que centenas de pessoas morrem todos os anos eletrocutadas por raios. 

Ø  Cada ano pelo menos 7 (sete) mil aviões são atingidos por raios, mas os riscos são irrisórios, por serem construídos com alumínio e titânio, sendo que uma nova geração de aviões comerciais está empregando novos materiais compostos de laminados de grafite e epoxi, mais susceptíveis aos relâmpagos. 

Ø  Aproximadamente 90 % dos raios são de cargas negativas. Este fato depende do local. No Japão, em pesquisa, durante um determinado inverno, registrou-se cerca de 17 % de raios com cargas negativas sem que isso fosse regra geral. 

Ø  Uma das tragédias mais graves causadas por um raio, aconteceu em Brécia, na Itália, em 1769, pouco tempo depois que Franklin inventou o pára-raios. Uma descarga elétrica (raio) atingiu o paiol do estado, fazendo explodir mais de 100 (cem) toneladas de pólvora. A catástrofe matou 3 (três) mil pessoas. 

Ø  O incêndio mais terrível, foi no início deste século, em 7 de abril de 1926, em San Louis Obispo, na Califórnia (EUA). Durou 5 dias, se alastrou por uma área de 3.640 quilômetros quadrados, queimou cerca de 6 milhões de barris de petróleo e causou prejuízos da ordem de 15 milhões de dólares. Apesar de toda essa força, apenas 2 pessoas morreram. 

sábado, 17 de agosto de 2013

PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTES NA REDE ELÉTRICA

     Mais uma vez a principal causa de acidente foi devido à construção ou manutenção predial, o que significa 28% do total de morte e que está em primeiro lugar nas pesquisas desde 2001. Tal fato revela que a construção civil tem muito a melhorar no quesito segurança, pelo menos no que se refere a parte elétrica. Fica também a dica para os órgãos fiscalizadores que devem ser mais presentes nas obras da construção civil, não apenas quando há denúncias, mas atuando preventivamente.
     Em segundo lugar na triste estatística aparecem as ligações clandestinas, representando 11% das mortes. Nestes casos, as pessoas que fazem os gatos, muitas vezes até por falta de conhecimento do risco que estão correndo, acabam sofrendo a ação do choque elétrico por tocarem na rede elétrica sem nenhum equipamento de proteção. A Abradee ressaltou que nos últimos seis anos, 29% das mortes por ligação clandestina ocorreram na região Norte.
     Em terceiro lugar, ficaram os acidentes envolvendo o cabo energizado ao solo, com 10% dos casos. Acontecem muitos casos de fio partido por acidentes de carro que colidem em postes ou por árvores que caem na rede elétrica e acabam causando o rompimento dos cabos. Aqui vale o alerta para o cidadão comum não tocar nos cabos, mesmo que estes aparentem estar desenergizados. 
     Esse ano, a poda de árvores entrou na pesquisa, já que os acidentes com a rede elétrica durante a poda de árvores representou 4% no ano passado.

MORTES POR ACIDENTES NA REDE ELÉTRICA

Embora o número de acidentes por contato com a rede elétrica no Brasil tenha diminuído no ano passado, se comparado ao ano de 2011, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), os números ainda são alarmantes. Os dados são referentes à área de concessão de 64 distribuidoras de todo o Brasil e constatou-se que em 2012 houve 818 acidentes, resultando em 293 mortes. Esses números representam 4,4% menos de acidentes e uma redução de 6,9% em mortes, comparados à pesquisa apresentada em 2011.
O principal acidente ocorreu devido à construção ou manutenção predial, o que significa 28% do total de morte e que está em primeiro lugar nas pesquisas desde 2001. Seguido pelas ligações clandestinas, os chamados “gatos”, representando 11% das mortes. A Abradee ressaltou que nos últimos seis anos, 29% das mortes por ligação clandestina ocorreram na região Norte. Em terceiro lugar, ficaram os casos envolvendo o cabo energizado ao solo, com 10% dos casos. Esse ano, a poda de árvores entrou na pesquisa, já que os acidentes com a rede elétrica durante a poda de árvores representou 4% no ano passado.
Como 10% dos casos de óbito envolvem acidentes com cabo energizado ao solo, o presidente da Abradee comentou que redes subterrâneas melhorariam esses dados, mas por custarem cerca de 10 vezes mais do que uma rede aérea, isso traria um aumento da tarifa insustentável. “Precisamos de redes aéreas mais modernas, compactas, protegidas e que não permitam o toque da parte energizada. Algumas empresas já adotam este padrão desde o fim dos anos 1990, mas não são muitas. A maioria é a comum, que vemos por aí”, explicou.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentará no próximo dia 26 de setembro um workshop para discutir alguns elementos importantes sobre a necessidade de se criar um regulamento para a instalação de rede subterrânea. “Vamos discutir e analisar a necessidade de critérios técnicos para a instalação dessas redes. Acredito que no primeiro semestre de 2014 já vai estar em audiência pública”, explicou Carlos Alberto Mattar, superintendente regulação dos serviços de distribuição da Aneel, que também esteve no evento de divulgação dos resultados pela Abradee.
Fonte: Jornal da Energia

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Aneel muda regras para concessão da Tarifa Social de Energia Elétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, mudanças nos procedimentos de concessão da Tarifa Social de Energia Elétrica, concedida a consumidores de baixa renda. As distribuidoras terão 120 dias para se adequar às regras.

Atualmente, o benefício é dado com base nas informações prestadas pelos consumidores de energia. Com a nova regulamentação, as distribuidoras precisarão validar as informações nos bancos de dados disponibilizados pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome antes da concessão do benefício.
As distribuidoras também deverão verificar anualmente se as famílias que recebem o benefício continuam satisfazendo os critérios estabelecidos pela legislação. Caso não estejam aptas, as famílias receberão uma notificação da distribuidora para regularizar a situação, sob o risco de perda do benefício.
Para ter direito à tarifa social, a família deve estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional. Famílias com renda mensal de até três salários mínimos, que tenham portador de doença ou deficiência cujo tratamento necessite o uso continuado de aparelhos que demandem consumo de energia elétrica ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social também têm direito ao benefício.
O consumidor que atenda a algum dos critérios deve procurar a distribuidora e apresentar a documentação necessária: Número de Identificação Social – NIS ou Número do Benefício, além de documentos de identificação pessoal.
Atualmente, cerca de 12 milhões de famílias em todo o Brasil são beneficiadas pela Tarifa Social, que dá descontos entre 10% e 65% na conta de luz, dependendo da faixa de consumo.
Edição: Fábio Massalli
Fonte:Agência Brasil

sábado, 10 de agosto de 2013

CHUVEIRO X DR

     Nos últimos anos se popularizou o uso de chuveiros "compatíveis com DR". Fato elogiável e que reflete a melhoria na qualidade dos equipamentos. O DR, "dispositivo residual", é um equipamento de segurança, que tem o objetivo de proteger as pessoas contra o choque elétrico.
     Segundo os fabricantes o DR é capaz de se desarmar antes da pessoa perceber o choque elétrico. Enfim, é um equipamento muito sensível e fundamental em qualquer instalação elétrica por proteger a integridade física do ser humano.
   No entanto, qualquer chuveiro que não tenha resistência blindada, é incompatível com uma instalação elétrica que tenha DR instalado. Nesse caso o dispositivo residual irá perceber uma fuga de corrente, por menor que seja, e irá atuar desligando o circuito do chuveiro.
     Assim sendo, é fundamental ficar atento na hora de comprar seu chuveiro pra saber se o mesmo é compatível com o DR, caso contrário, o mesmo não irá funcionar adequadamente.
     Pra finalizar, fica a dica que nunca deve-se utilizar chuveiro sem o DR. O dispositivo DR  é um complemento do chuveiro para se tomar um banho agradável e seguro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

NOVO PADRÃO DE TOMADAS

     Hoje, no Brasil, existem mais de dez modelos de plugues diferentes e quantidade semelhante de tomadas, gerando uma situação de risco de choque elétrico ao usuário, sobrecarga na instalação elétrica e desperdício de energia, através da dissipação de calor.
     Padrão é sinônimo de segurança, porém não existe no mundo um padrão único. Cada país desenvolveu o seu próprio, e o estabelecido na Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT foi desenvolvido, considerando a conectividade com os plugues hoje existentes. O modelo definido é conectável com 80% dos aparelhos elétricos atuais.
     No formato atual, no momento do encaixe do plugue na tomada, o usuário entra em contato com os pinos do plugue, que estão em contato com a parte viva da tomada, o que acarreta o risco de tomar choques elétricos.
     Com a tomada padrão, os consumidores, principalmente as crianças, não correrão mais o risco de choques elétricos, além de promover a adaptação de voltagens diferentes que existem, hoje, em nosso país e ajudar a combater o desperdício de energia.
     A mudança não é drástica, uma vez que a maioria dos plugues de dois pinos comercializados em aparelhos eletroeletrônicos, fabricados no Brasil nos últimos anos, já se encontra adequada ao novo padrão, mostrando que o mesmo é totalmente compatível com a tomada atual.
     A maior mudança para os consumidores ocorreu a partir de 2010, quando aparelhos como geladeira, máquina de lavar roupa e microondas, que necessitam de incorporação do condutor-terra, passaram a apresentar o plugue de três pinos. Para esses casos, o consumidor terá que trocar a sua tomada. Aqui vale ressaltar que o fio terra é um item de segurança e não deve ser desprezado.
     Nos demais, a troca da tomada será feita à medida que o  consumidor julgar necessário, uma vez que o plugue padrão de dois pinos é compatível com a tomada atual. Isso quer dizer que aquele fiozinho da geladeira e de vários outros eletrodomésticos, que a grande maioria das pessoas nem sabe para o que serve, tem a mesma função do chamado "3° pino" dos plugues e tomadas do padrão brasileiro, ou seja, aterrar o equipamento. Só que, como as construções não ofereciam aterramento, o fio ficava sem função. Agora, o fio desaparece e o aterramento será feito através do plugue e da tomada com 3 pinos.
Padronização de apenas duas versões de correntes nominais
     A NBR 14136 padroniza as correntes de 10 A e 20 A. Em função do diâmetro dos plugues torna-se impossível a inserção de um plugue de 20 A em uma tomada de 10 A, evitando-se desta forma uma situação de sobrecarga.      Entretanto, o consumidor poderá utilizar um plugue de 10 A em uma tomada de 20 A. Esta solução proporciona ao usuário maior versatilidade.

domingo, 4 de setembro de 2011

Curto-circuito no Paraná deixa 10 estados sem energia



Na sexta-feira (02) um curto-circuito no reator da linha de transmissão de 765KV, que faz o ligamento entre Foz do Iguaçu a Ivaiporã comprometeu o fornecimento de 5,7 mil megawatts para a parte de cobertura brasileira da usina. A falta de fornecimento de energia obrigou o Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS) a fazer um corte seletivo e planejado, que afetou diversas regiões do país. Entre elas a região Sul, Sudeste, e também os estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia, cerca de 10 estados foram atingidos.
A Usina Elétrica Itaipu Binacional informou que não houve qualquer problema na geração de energia na hidrelétrica. A ONS disse ainda que foi preciso acionar o Esquema Regional de Alívio de Carga (Erac), a aplicação foi feita pelos próprios distribuidores em cada estado que foi atingido pelo curto-circuito.
Com essa ação, a falta de energia não foi sentida nos grandes centros, e também não chegou a comprometer a unidade federativa por completo. Usando os cortes corretos, foi possível evitar um blecaute maior, que foi calculado em mais de 3 mil megawatts, que serviram para equilibrar a relação de carga e consumo.
A ONS ainda disse que os cortes de energia duraram menos de meia hora, o curto-circuito aconteceu por volta das 16h43 e o sistema foi restabelecido as 17h11. O Sistema Interligado Paraguaio não foi afetado pelo problema nas linhas brasileiras. O maior apagão que houve no Brasil deixou sem energia elétrica 18 estados na noite do dia 10 de novembro de 2009.
NotíciasBR

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA POUPARIA UMA BELO MONTE AO PAÍS

Além de pagar preços altíssimos pela energia consumida - em torno de US$ 130 por megawatt-hora (MWh) em consumidores industriais - o Brasil ainda perde o equivalente à energia que será gerada por Belo Monte por ano em desperdício de energia elétrica. Não sem razão o governo federal tem em fase final de aprovação o Plano Nacional de Eficiência Energética, que prevê redução de 10% no consumo, meta alinhada com o Plano Decenal e também com o Plano Nacional de Energia 2030. Isso é alentador, pois, finalmente, a eficiência energética passa a fazer parte da matriz energética.
O tema foi um dos cenários abordados em congresso promovido em São Paulo pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), na última semana, evento que superou todas as nossas expectativas e reuniu mais de 400 participantes. Tivemos reunida uma massa crítica de excelência, com participação de representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Secretaria de Estado de Energia, além de acadêmicos (USP, Unicamp, Unifei), professores do SENAI, gestores e consultores, além de empresários e executivos das empresas dos serviços de conservação de energia (Escos).
Encontros como este sinalizam o potencial extraordinário que se abre para o mercado de eficiência energética no País. As estimativas com redução no consumo de eletricidade e combustíveis variam entre 5% e 40%, conforme a tecnologia envolvida, o setor econômico e as condições específicas das empresas. Especificamente para energia elétrica, estima-se reduzir, com o trabalho das Escos, 8% em média nos projetos de EE, o que equivale dizer 29 milhões de megawatt-hora/ano (MWh).
Além do potencial de redução no consumo de energia, o setor acaba de receber mais um forte impulso com a chegada da Norma ISO 50001, voltada a sistemas de gestão de energia, que foi publicada no último dia 15, juntamente com a versão brasileira. A norma é uma ferramenta fundamental para a gestão energética no chão de fábrica, edificações, nos estabelecimentos comerciais e mesmo nas residências. É uma norma de processos de melhoria e a certificação é baseada nos resultados aferidos. Dado o seu alcance, a norma vai impactar 60% do mercado global de energia.
O que se lamenta, no entanto, são as poucas operações de financiamento realizadas no Proesco, programa do BNDES criado em 2008 para fomentar projetos de Eficiência Energética. O montante até agora envolvido nesse tipo de operação não passa de R$ 33,5 milhões. Nas operações realizadas pelas Escos – empresas prestadoras de serviços de conservação de energia – os valores são ainda mais tímidos: R$1,8 milhão, em quatro projetos aprovados nos últimos dois anos.
Outro ponto a lamentar é o uso do Programa de Eficiência Energética das Concessionárias (PEE) como ferramenta política, com forte viés no atendimento de programas sociais para populações de baixa renda, distorcendo o objetivo original do PEE, que era o de atuar como agente catalisador de projetos de eficiência energética com atendimento a todo o mercado.
Tais desafios terão de ser vencidos, certamente, à custa do diálogo e de congressos como o realizado pela Abesco, onde foram ouvidas argumentações de todos os agentes envolvidos – Escos, Governo, agentes financeiros e consultores jurídicos, que acabarão levando a um modelo ideal nos contratos de performance. Mas, independentemente desse aspecto, já avançamos muito no que se refere a tecnologia e serviços em eficiência energética, o que ficou demonstrado em dezenas de cases apresentados no evento, em projetos que atingiram até 35% em reduções.
Tais resultados nos deixam otimistas e confiantes no trabalho realizado pelas Escos. Ao apresentar soluções, elas criam oportunidades de negócio para toda a cadeia, elevam níveis de competitividade da indústria nacional e ainda contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e, consequentemente, para uma economia verde e sustentável no Planeta.
(*) José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações Ltda. e presidente da Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia).

EFEITO DAS HARMÔNICAS NOS TRANSFORMADORES

Efeitos de harmônicas em componentes do sistema elétrico
           O grau com que harmônicas podem ser toleradas em um sistema de alimentação depende da susceptibilidade da carga (ou da fonte de potência). Os equipamentos menos sensíveis, geralmente, são os de aquecimento (carga resistiva), para os quais a forma de onda não é relevante. Os mais sensíveis são aqueles que, em seu projeto, assumem a existência de uma alimentação senoidal como, por exemplo, equipamentos de comunicação e processamento de dados. No entanto, mesmo para as cargas de baixa susceptibilidade, a presença de harmônicas (de tensão ou de corrente) podem ser prejudiciais, produzindo maiores esforços nos componentes e isolantes.

1.1 Transformadores
     Também neste caso tem-se um aumento nas perdas. Harmônicas na tensão aumentam as perdas ferro, enquanto harmônicas na corrente elevam as perdas cobre. A elevação das perdas cobre deve-se principalmente ao efeito pelicular, que implica numa redução da área efetivamente condutora à medida que se eleva a frequência da corrente.
     Normalmente as componentes harmônicas possuem amplitude reduzida, o que colabora para não tornar esses aumentos de perdas excessivos. No entanto, podem surgir situações específicas (ressonâncias, por exemplo) em que surjam componentes de alta freqüência e amplitude elevada.
     Além disso o efeito das reatâncias de dispersão fica ampliado, uma vez que seu valor aumenta com a frequência.
     Associada à dispersão existe ainda outro fator de perdas que se refere às correntes induzidas pelo fluxo disperso. Esta corrente manifesta-se nos enrolamentos, no núcleo, e nas peças metálicas adjacentes aos enrolamentos. Estas perdas crescem proporcionalmente ao quadrado da freqüência e da corrente.
     Tem-se ainda uma maior influência das capacitâncias parasitas (entre espiras e entre enrolamento) que podem realizar acoplamentos não desejados e, eventualmente, produzir ressonâncias no próprio dispositivo.
Fonte: WGR